Em 1981, o mundo identifica uma das piores doenças que o homem já conheceu, a AIDS. O Continente africano há anos, sofre com as mazelas da AIDS. A síndrome da imunodeficiência adquirida ganhou tamanhas proporções, no continente por causa da falta de informação, das guerras, das desigualdades sociais, da falta de infra-estrutura na saúde pública e no combate da doença.
Hoje, pode ser considerada como uma das principais unidades ameaçadoras ao desenvolvimento do continente. Nos países Zâmbia e África do Sul, cerca de 20% de toda população adulta e jovem encontra-se contaminada com a doença, em Botsuana cerca de 39% da população entre 15 e 49 anos estão com a doença e em Lesoto e Zimbábue o percentual é de 20%, esses números são dados da OMS (Organização Mundial de Saúde).
O índice de pessoas contaminadas está crescendo, em 2001 aproximadamente 5,3 milhões pessoas contraíram a doença dos quais, segundo a OMS, menos de 1% realizaram o tratamento, o restante provavelmente morre sem saber sequer que tinha a doença.
A África do Sul, que marcou a história da medicina ao realizar o primeiro transplante de coração, em 1967, tem hoje 4,2 milhões de pessoas infectadas - o maior número de soropositivos do mundo. No país, a incidência de estupros é epidêmica como a própria síndrome, e as duas estão vinculadas.
As estatísticas da OMC mostram que a cada 3 pessoas infectadas com o vírus da Aids, 1 é do continente africano. A aids matou, na áfrica, quase a mesma quantidade de pessoas que a gripe espanhola e a peste negra, aproximando-se de 17 milhões de pessoas.
Frágeis diante das questões econômicas, a África sofre com o progresso da epidemia. Segundo pesquisas, as políticas públicas não estão sendo aplicadas de forma satisfatória ao combate da doença. O governo de Uganda tem demonstrado, entretanto, o incentivo de políticas preventivas. Diante dessa conjuntura, estudiosos acreditam que a propagação da doença tem sido patrocinada pela ausência de políticas públicas de prevenção, pois tal assunto é enxergado como tabu, bem como pela prática homossexuais, comum em muitas culturas.
O Brasil é um dos países que estão investindo, junto aos governos africanos, no combate da AIDS. Governo brasileiro assinou convênios de cooperação com países africanos - Para desespero das grandes multinacionais farmacêuticas, o governo brasileiro assinou convênios de cooperação com Angola, Maçambique, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe. A ajuda inclui transferência de tecnologia para a fabricação de medicamentos, treinamento no controle de qualidade das matérias-primas e orientação para a administração correta do tratamento.
N África do Norte, as pesquisas mostram que os índices de infectados está aumentando. As estatísticas, no sul da Argélia não são muito otimistas: 1% das mulheres grávidas que recorrem aos pré-natais estão infectadas pelo HIV. Já no Sudão, o vírus está ganhando grandes proporções de contaminação nas suas diversas regiões.
Em virtude da Copa, os governantes se comprometeram em aumentar as políticas de combate e prevenção da doença.
Em 1955, a Conferência de Bandung, na Indonédia, discutiu os principais problemas que surgiram diante da Independência dos países africanos, bem como da formação do então chamado "Terceiro Mundo". Foi diante dessa conjuntura que surgiu a questão do não-alinhamento automático. Esse representava, diante dos moldes da Guerra Fria, que os 29 países que se reuniram nessa conferência não iriam alinhar-se automaticamente a nenhum dos blocos antagônicos da contenda ideológica da Guerra Fria. Eles declararam-se a favor do anticolonialismo, do combate contra o racismo e contra o imperialismo.
Essa conferência teve grande representatividade histórica, porque colocou em pauta o debate Norte-Sul, ao invés do debate Leste- Oeste, ou seja, queriam tratar das nuances entre os ricos países industrializados e os países pobres, exportatores de produtos primários.
Durante a reunião foram delineados os principais objetivos que serão seguidos pelos países do " Terceiro Mundo"
Ativar a cooperação e aboa vontade entre as nações afro-asiáticas e promover seus mútuos interesses;
Estudar os problemas econômicos, sociais e culturais dos países participantes da conferência;
Discutir a política de discriminação racial, o colonialismo e outros problemas que afetam a soberania nacional e auto-determinação dos povos;
Definir a contribuição dos países afro-asiáticos na promoção da paz mundial e da cooperação internacional.
Segundo Layer, " A Conferência de Bandung, em abril de 1955, representou a reunião internacional sem precentes, pois pela primeira vez na história moderna um grupo de antigas nações coloniais, outrora sob jugo europeu, reunia-se para discutir a princípio seus mútuos interesses e, depois, seus pontos de contrastes. As super potências do pós-guerra, Estados Unidos e União Soviética, foram ignoradas. Nenhuma das nações da Europa ou da América esteve presente, nem sequer as nações latino-americanas, sobre as quais os Estados Unidos vinham mantendo controle político e econômico praticamente total" (LAYER, I. A Conferência de Bandung. In: Século XX, p. 2364.)
A Conferência de Bandung inaugurou um bloco multinacional, o bloco do Terceiro Mundo, que objetivava, antes de tudo, superar o subdesenvolvimento produzido pela herança colonialista.
Com o final da Segunda Guerra Mundial, o ideal de independência dos países colonizados na África transformou-se um movimento de massa. A África mergulhou em grito por liberdade política, ao passo que enfrentavam a dependência econômica. Tais movimentos ocorreram por meio da guerra ou por meio da independência gradual comandada pelas metrópoles, ao transferirem o poder para as elites locais. Todas essas questões deram origem a uma espécie de neocolonialismo.
Segue abaixo uma pesquisa cronológica dos principais fatores que corroboraram para os movimentos de independência dos Países Africanos.
1950- Pan-africanismo
É um movimento de caráter social, filosófico e político, que visa promover a defesa dos direitos do povo africano, constituindo um único Estado soberano para africanos que vivem ou não na África.
Acreditam que a união dos povos de todos os países do continente africano na luta contra o preconceito racial e os problemas sociais é uma alternativa para tentar resolvê-los.A partir dessa ideologia foi criada a Organização de Unidade Africana (1963), que tem sido divulgada e apoiada, majoritariamente, por afro-descendentes que vivem fora da África.
1951- Independência da Líbia
Em 1912, a Líbia foi invadida pela Itália, uma vez que outras potências européias, como a Inglaterra ou a Alemanha tinha passado ao largo. Este domínio italiano durou até à queda de Mussolini e o fim da II Guerra Mundial, mais concretamente em 1951. O 24 de Dezembro do citado ano a Líbia conseguiu a sua independência da Itália depois de 39 anos de colonização.
1951- União da Eritréia à Etiópia
A Eritreia foi unida à Etiópia pela resolução da ONU 390(A), sob o impulso dos Estados Unidos, adotado em dezembro de 1950.
1952- Canal de Suez- Egito
Foi uma série de conflitos que envolveram Israel e o Egito pelo domínio do Canal que era um ponto estratégico de ligação entre a Europa, a Ásia e a África.
1955- Conferência de Bandung
Em 1955, na Indonésia, os líderes de vinte e nove Estados asiáticos e africanos (Etiópia, Líbia, Libéria e Egito) realizaram a Conferência de Bandung. O objetivo era a promoção da cooperação econômica e cultural afro-asiática, como forma de oposição ao que era considerado colonialismo ou neo-colonialismo dos Estados Unidos da América, da União Soviética ou de outra nação considerada imperialista, ou seja, promoviam o não-alinhamento automático às superpotências. Foi a primeira conferência a falar e a afirmar que o imperialismo e o racismo são crimes.
1956 - Independência do Marrocos
Em 1943 surge no protetorado francês um partido de cunho separatista. O sultão Mohamed ben Yusuf (Mohamed V) adere ao movimento nacionalista e dez anos depois é deposto pelos franceses por não ter acatado sancionar medidas que lhe limitassem o poder. A Espanha não havia sido consultada e negou-se a reconhecer a deposição de Yusuf, assim acolheu os patriotas marroquinos em seu protetorado. A França, preocupada com a rebelião na Argélia, concedeu a independência ao Marrocos em 2 de março de 1956, e Mohamed ben Yusuf volta ao trono e no mesmo ano a Espanha renuncia aos territórios de seu protetorado. O Marrocos fica, então, parcialmente unificado, sob o regime de monarquia constitucional em 1962, tendo também reconhecido a legitimidade de suas fronteiras em tratados e acordos com a França e Espanha.
1956 - Independência da Tunísia
Finda a Segunda Guerra Mundial e, conseqüentemente a ocupação alemã, cresce entre os tunisianos os movimentos nacionalistas, até que em 1956 a França concede a independência à Tunísia. Em 1959, Habib Bourguiba, o principal ícone do movimento nacionalista, é eleito para o cargo da presidência, tornando-se, posteriormente, presidente vitalício - sendo em 1987 considerado incapaz e substituído por Zine El Abidini Ben Ali.
1956- Independência do Sudão
Depois da Segunda Guerra Mundial, os sudaneses com maior grau de instrução passaram a reivindicar a independência. Em 1953, o Reino Unido e o Egito concordaram em conceder autonomia gradual ao Sudão. Oficialmente, o país tornou-se independente em 1° de janeiro de 1956.Desde a independência, o Sudão vem enfrentando problemas políticos e a guerra civil. A partir do final da década de 1960, o chefe de governo foi mudado várias vezes. Em outubro de 1969, o major-general Gaafar al-Nimeiry assumiu o governo. Foi deposto por militares de esquerda em julho de 1971, mas reconquistou o poder em seguida. Em outubro, elegeu-se presidente do Sudão e firmou um acordo com os rebeldes do sul, concedendo certa autonomia à região.
1957 - Independência de Gana
Em 1868, o Reino Unido converteu-se na principal influência na "Costa do Ouro", como foi conhecida Gana. Em 1948, após a fortificação dos movimentos pró-independência, Kwame Nkrumah, forma seu próprio partido: o People´s Party (CPP), com o lema "o auto-governo agora". Em 1951, Nkumah ganha as eleições e em 1957 Gana conquista sua independência, o que deu a Nkrumah a alcunha de Osagyefo (significado: líder vitorioso), sendo empossado como primeiro-ministro, procurando ajuda no bloco comunista. Em 1962 foi-lhe atribuído o Prêmio Lênin da Paz, e em 1966 Nkrumah fora deposto do seu governo por um golpe militar.
1960 - Independência da Costa do Marfim
No ano de 1893 a região da Costa do Marfim tornou-se uma colônia autônoma e em 1899 passou a integrar a Federação da África Ocidental Francesa. Em 1919, parte da colônia se tornou independente e em 1944 foi criado o Sindicato Agrícola Africano, que deu origem ao partido Democrático da Costa do Marfim (Parti Démocratique de la Côte d'Ivoire). Em 1958, anos após a construção do porto, foi proclamada autônoma a República da Costa do Marfim dentro da Communauté Française e em 1960 o país atingiu sua independência plena.
1960- Independência do Chade
É importante ressaltar que em 1885, a Conferência de Berlim definiu as fronteiras do país e a França o ocupou em 1900. A luta anti-colonial inicia-se após a II Guerra Mundial, com a formação do Partido Progressista do Chade (PPT). Em 1960,obtém a Independência, e François Tombalbaye, do PPT, torna-se o primeiro presidente.
1960 - Independência da Nigéria
A Companhia Real de Niger foi criada pelo governobritânico em 1886 e em 1901 a Nigéria tornou-se protetorado britânico e colônia em 1914. Devido ao crescimento do nacionalismo nigeriano com o fim da Segunda Guerra Mundial, o governo britânico deu início a um processo de transição da colônia até um governo próprio com base federal, concedendo à Nigéria independência total em 1960.
1960- Independência de Benin
No fim do século XIX, o território do atual Benin tornou-se protetorado Francês, com o nome de Daomé. Em 1904, passou a ser administrado diretamente pela metrópole. O domínio colonial encerra-se em 1960, quando, incapaz de sustentar economicamente o território, a França concede-lhe a Independência.
1960- Independência do Togo.
O Togo era protetorado daAlemanha desde 1884, com o fim daI Guerra Mundial, o território é dividido entre França e Reino Unido. Em 1956, a parte oriental é incorporada a Gana. A parcela Francesa ganha autonomia limitada, tendo Sylvanus Olympio como primeiro presidente. A Independência só se consolida em 1960, como já dito.
1960- Independência de Burkina Fasso
Em 1947, o território havia se tornado colônia Francesa. Em 1958, passou a ser República, membro da Comunidade Francesa, e obteve a independência em 5 de agosto de 1960.
1960 - Independência da Somália
A Somália italiana já estava sob o protetorado da Organização das Nações Unidas (ONU) desde 1950, quando floresceu em Mogadíscio os movimentos anticoloniais. A Somália tem sua independência em 1960, com a unificação do país, que em seguida, se transforma em república.
1960 - Independência da Mauritânia
Sob a dominação francesa houve na Mauritânia proibições legais contra a escravidão e também um fim às guerras entre diferentes clãs. Enquanto durou o período colonial a população continuou nômade, mas vários povos sedentários, cujas famílias haviam sido expulsas séculos atrás, começaram a voltar gradativamente à Mauritânia. O país obteve sua independência em 1960, sendo fundada sua capital em uma pequena aldeia, Ksar, de população ainda 90% nômade. Após a independência, muitas populações indígenas da África Subsaariana, como por exemplo, os haalpulaar, soninquês e wolof moveram-se para a Mauritânia.
1960 - Independência do Mali
O território do Mali já foi sede de três impérios da África Ocidental. No final do século XIX, o Império Mali fica sob o protetorado francês, transformando-se em parte do Sudão francês. Em 1960, Mali conquista sua independência, tornando-se Federação do Mali. Um ano depois, a Federáção divide-se em dois países: Mali e Senegal.
1960- Independência do Níger
Níger era colônia francesa entre 1922 e 1960, quando obtém a independência. Desde os anos 70, os militares são a força política dominante no país. Em 1990, nômades tuaregues, que lutam por autonomia no norte e no sudeste, entram em conflito armado com o Exército. Acordos de paz são assinados em 1995 e 1997, e a incorporação dos tuaregues à vida política de Níger prossegue até 2000.
1960- Independência do Senegal
Em 1946, o Senegal tornou-se um território da União Francesa e elegeu dois deputados para a Assembléia Nacional Francesa. O Senegal tornou-se uma república autônoma dentro da Comunidade Francesa em 1958. O Senegal e o Sudão Francês (atualmente Mali) formaram a Federação do Mali em 1959. A independência do Mali foi proclamada em 1960. O Senegal deixou de ser membro da federação para se tornar um país independente, em 1960. Léopold Sédar Senghor foi o primeiro presidente a tomar posse.
1961- Independência de Serra Leoa
Serra Leoa já havia sido habitada por portugueses em meados do século XV e tornou-se colônia do Reino Unido no início do século XIX. Em 1960, sir Nilton Margai, secretário do Partido do Povo de Serra Leoa (SLPP), que lutava pela independência, torna-se primeiro ministro, contudo mantém laços com o Reino Unido. Nesse sentido, a Independência do país, em 1961, não traz grandes alterações à política da nação.
1961- Independência de Tanganica
Parte continental da Atual Tanzânia, Tanganica era centro de comércio Árabe entre o século VII e o XVI, quando cai sob o controle de Portugal. Em 1884, a Alemanha conquista o território e o transforma em colônia. Ao fim da Primeira Guerra Mundial, o território fica sob o controle do Reino Unido. A Independência ocorre sob a presidência de Julius Nyerere.
1962- Independência da Argélia
O nacionalismo argelino se destacou após as duas Guerras Mundiais e em 1954 foi formada a Frente de Liberação Nacional (FLN), que lançou uma ofensiva para conseguir a independência da Argélia. Tomaram lugar conflitos, inclusive com ataques à população civil. Em 1962, a Argélia votou majoritariamente a favor da independência, sendo declarada socialista.
1962- Independência da Uganda
Em 1894 o reino da Buganda tornou-se um protetorado do Reino Unido. Após várias manobras realizadas pelos britânicos, foram realizadas no dia 1 de março de 1961 as eleições e Benedicto Kiwanuka torna-se ministro-chefe de Uganda (ainda como commomwealth). Uganda teve sua independência em 9 de outubro de 1962.
1963- Criação da Organização da Unidade Africana (OUA)
A Organização da Unidade Africana (OUA) foi criada a 25 de Maio de 1963 em Addis Ababa, Etiópia, por iniciativa do Imperador etíope Haile Selassie através da assinatura da sua Constituição por representantes de 32 governos de países africanos independentes. A OUA foi substituída pela União Africana a 9 de Julho de 2002. Objetivavam promover a unidade e solidariedade entre os estados africanos, coordenar e intensificar a cooperação entre os estados africanos, no sentido de atingir uma vida melhor para os povos de África, defender a soberania, integridade territorial e independência dos estados africano e erradicar todas as formas de colonialismo da África.
1963- Independência de Zanzibar
Ilha pertencente à Atual Tanzânia. Com história semelhante à de Tanganica, Zanzibar também foi ocupado por árabes e posteriormente colonizado por portugueses, alemães e ingleses, Contudo só logrou a Independência em 1963, dois anos mais tarde que Tanganica.
1963- Independência do Quênia
Nas duas décadas que precederam a Segunda Guerra Mundial, os europeus monopolizaram as melhores terras cultiváveis do Quênia. Em 1944, foi formada uma organização nacionalista, a União Africana do Quênia (KAU), que pregava a redistribuição da terra e tinha como líder Jomo Kenyatta. Em 1952, uma sociedade secreta kikuiu, ou Mau Mau, levantou-se contra o domínio colonial na denominada revolta dos Mau-Mau, que deu origem a uma longa guerra, que se prolongou até 1960. A KAU foi proscrita e Kenyatta, líder da rebelião, preso. A eleição de 1961 levou os dois partidos africanos, a União Nacional Africana do Quênia (KANU) e a União Democrática Africana do Quênia, a aliarem-se no governo. Em dezembro de 1963, o Quênia tornou-se Estado independente, membro da Commonwealth, e constituiu-se em república no ano seguinte, sob a presidência do carismático Kenyatta (KANU), o qual foi reeleito em 1969 e 1974.
1964- Formação da Tanzânia
Após três anos da Independência de Tanganica e um ano da Independência de Zanzibar, esses dois países resolvem se unir para formar a Tanzânia. Sob o governo de Nyerere, a Tanzânia adota o socialismo e aproxima-se da China. Somente no fim dos anos 1980, o governo de Ali Hassan Mwinyi abre a economia do país.
1965- Independência da Gâmbia
Gâmbia ficou independente do Reino Unido em 1965. Em 1970, Dawda Jawara se converteu no primeiro presidente do novo estado e foi reeleito em 1972 e 1977. Depois da independência, a Gâmbia melhorou seu desenvolvimento econômico graças à alta nos preços de sua principal matéria de exportação, o amendoim, e ao desenvolvimento do turismo internacional.
1974- Primeira Colônia Portuguesa na África a se tornar independente: Guiné-Bissau
A colonização portuguesa de Guiné Bissau foi catastrófica. Os invasores impuseram o monopólio do comércio e agricultura. O cenário nos anos 1950 eram assustadores. A cada mil nascimentos, 600 mortes. Existia apenas 11 médicos em todo o país e menos de uma dúzia de pessoas havia completado o ensino secundário.
Em 1956, foi fundado o Partido Africano de Independência de Guiné-Bissau e Cabo Verde (PAIGC). Após infrutíferas negociações, o partido começa a guerrilha sete anos depois. Em 1972, quase todo o país estava nas mãos dos nacionalistas. Com a Revolução dos Cravos em 1974 e a descolonização das colônias africanas, Guiné-Bissau tornou-se independente, apesar da declaração de independência ter sido em 24 de Setembro de 1973. Assim como nas outras colônias, a independência de Guiné-Bissau foi seguida de nacionalizações, estatizações e reformas.
1975- Independência de Cabo Verde.
O território era colonizado por Portugal desde 1462. Entretanto, no século XX, com o surgimento dos movimentos de libertação nacional na África, o país vincula-se à Luta pela independência da Guiné Portuguesa. Em 1956 forma-se o Partido Africano da Independência da Guiné e de Cabo Verde (PAIGC) marxista, liderado por Amílcar Cabral. A Independência é declarada em 5 de julho de 1975 como conseqüência da Revolução dos Cravos , que derrubou a ditadura em Portugal.
1977-1978 – Época do Terror Vermelho na Etiópia.
Para uma maior contextualização, cabe pontuar que: Em 1977, houve a Guerra de Ogaden, quando a Somáliaregião de Ogaden inteira. Em contrapartida, a Etiópia só foi capaz de recapturar Ogaden,após sérios problemas, graças a um afluxo maciço de equipamentos militares soviéticos e a presença militar de Cuba, junto à Alemanha Oriental e o Iémen do Sul no ano seguinte. Centenas de milhares de pessoas foram mortas como resultado do Terror Vermelho, de deportações forçadas, ou da utilização da fome como uma arma sobre o governo de Mengistu.O Terror Vermelho foi realizado em resposta ao que o governo chamou de "Terror Branco", supostamente uma cadeia de eventos violentos, assassinatos e mortes realizadas pela oposição. capturou a
1935- Invasão da Itália à Etiópia e a Fragilidade da Liga das Nações
Em meio ao contexto da Segunda Guerra Mundial, a Itália sob liderança de Benito Mussolini invade a região da Abissínia, atual Etiópia. No dia 03 de outubro de 1935 as tropas fascistas italianas implementam uma estratégia militar e partindo da Eritréia, na África Oriental, atacam o Reino da Etiópia.
Contudo, mesmo apresentando incrível superioridade militar e sendo detentores de equipamentos tecnologicamente modernos, os soldados italianos se depararam com uma forte resistência do povo etíope, o que desapontou Mussolini que desejava realizar uma rápida apropriação. Os soldados não contavam com esse movimento tenaz de resistência e para a contenção do movimento houve a utilização de armas químicas. É importante ressaltar que esse fato foi omisso nos noticiários italianos da época.
Esse período turbulento de intensa Guerra de agressão durou aproximadamente um ano e gerou um alto grau de morticínio, uma média de meio milhão de africanos foram mortos, em face de cerca de 5.000 baixas do lado italiano. Esse conflito explicitou a fragilidade da liga das nações, que foi criada em 1919 com o intuito primordial de evitar conlitos belicistas, nos quais potências mais bem preparadas se aproveitavam da fragilidade de outros Estados.
Cabe pontuar que Hailé Sélassie, o então imperador da Etiópia, realizou um protesto formal nas instâncias da Liga das Nações objetivando que algo fosse feito contra a invasão do seu reino africano pelas tropas da Itália fascista. Exaltando os princípios da Segurança Coletiva, Sélassie solicitou uma votação em que os delegados votariam a favor ou contra do reconhecimento da conquista do seu país pela Itália. Por quase unanimidade foi reconhecida a conquista da Itália ao Reino da Etiópia. Segue abaixo trecho do discurso proferido por Hailé Sélassie à Liga das Nações:
Hailé Sélassie suplica a intervenção por parte da Liga das Nações, mas não logra êxito:
“Eu, Hailé Sélassie, Imperador da Etiópia, estou aqui para reclamar justiça para com meu povo, bem como a assistência que há oito meses passados prometeram a ele, quando , na ocasião, 50 nações concordaram que uma agressão, violando os tratados internacionais, havia sido cometida contra ele. Não há precedente de um chefe de estado ter vindo falar nessa assembléia, como não há precedente de um povo ser vítima de tal injustiça, estando no presente abandonado e colocado em risco de vida por seu agressor. Igualmente nunca se viu o exemplo de um governo proceder ao sistemático extermínio de uma nação por meios bárbaros, violando as mais solenes promessas feitas pelas nações da terra de não usar contra seres humanos inocentes as injurias do gás venenoso. É para defender um povo que luta pela sua antiga independência que o chefe do Império Etíope veio até Genebra para cumprir com o seu dever, depois dele mesmo ter lutado no comando dos seus exércitos.
Peço a Deus Todo-Poderoso que ele poupe às nações do terrível sofrimento que recentemente infringiram ao meu povo, sofrimento que os que me acompanham aqui foram testemunhas horrorizadas. É meu dever informar aos governos reunidos em Genebra da responsabilidade que eles têm sobre as vidas de milhões de homens, mulheres e crianças, do perigo mortal a que eles estão submetidos, descrevendo aqui o destino que sofre a Etiópia. O governo italiano não faz a guerra somente contra os guerreiros, mas contra toda a população, ainda que afastada das hostilidades, com a intenção de aterrorizá-los e exterminá-los." (...)
1936- Surge o NYM “Nigerian Youth Movement”, primeiro partido político de massas na África
O Movimento surge sob a liderança de Ernest Ikoli, importante político defensor de ideais nacionalistas. A priori, o movimento se fez presente em Lagos, sendo denominado de LYM “Lagos Youth Movement”, contudo as preocupações políticas que eram abordadas foram ganhando novos adeptos e o movimento passou a tomar maiores proporções, passando a ser conhecido por NYM “Nigerian Youth Movement” a partir de 1936. O movimento se constituía como um grupo de ação política com um sabor nacionalista, tornando-se o primeiro partido político de massas na África.
A Segunda Guerra Mundial e os militantes em solo norte - africano.
Entre 13 de setembro de 1940 e 13 de maio de 1943 foram travadas as campanhas militares da Segunda Guerra Mundial no norte do continente africano. Essas campanhas foram simultaneamente importantes para os Aliados e para os países do Eixo. Cabe dizer que os países do Eixo objetivavam garantir e aumentar seu acesso ao petróleo, além de impedir que os Aliados conseguissem aquele combustível, e assim interromper o fluxo de recursos materiais e humanos das colônias britânicas na Ásia e na África para a Inglaterra.
Ademais, após sua derrota na Europa ocidental, no início de 1940, as campanhas no norte da África ofereceram aos Aliados a oportunidade de abrir uma nova frente contra os países do Eixo, diminuindo, dessa forma, a pressão alemã na frente oriental após a invasão nazista à União Soviética em junho de 1941. A campanha do norte da África teve três fases: a Campanha no Deserto Ocidental (oeste do Egito e leste da Líbia); a Operação Tocha (Argélia e Marrocos); e a campanha da Tunísia.
Ao longo de todas aquelas campanhas, os alemães e italianos tiveram aproximadamente 620.000 mortos, enquanto os ingleses perderam 220.000 homens, e as mortes norte-americanas na Tunísia foram de mais de 18.500 homens. A vitória dos Aliados na África do Norte destruiu em média 900.000 soldados alemães e italianos, abrindo uma segunda frente contra o Eixo. Com isso também foi possível a invasão da Sicília e da parte continental da Itália em meados de 1943, aniquilando a ameaça do Eixo aos campos de petróleo do Oriente Médio e às linhas de abastecimento para a Ásia e a África. É importante ressaltar que essa conjuntura foi indispensável para o desenvolver da II Grande Guerra.
Na década de 1940, os cinco territórios da costa norte Africana-- Egito, Líbia, Tunísia, Argélia e Marrocos - ainda eram colônias ou semi-colônias européias. Em 1914, a Inglaterra havia estabelecido oficialmente um protetorado no Egito e, apesar de conceder sua independência nominal ao sultão Fuad I, em 1922 a Inglaterra tomou o controle das políticas externas e de defesa militar daquele país, ocupando também as margens do Canal de Suez. Dessa forma, o controle britânico sobre o Egito foi reafirmado com o Tratado Anglo-Egípcio de 1936. Quanto à Itália, essa havia conquistado dos turcos suas províncias africanas de Cirenaica, Tripolitânia e Fezzan em 1911, unificando-as sob a denominação de Líbia no ano de 1934.
No tocante à França, essa havia estabelecido em 1881 um protetorado oficial na Tunísia. O Marrocos por sua vez, era governado por um sultão subordinado à Turquia, com o Tratado de Fez, em 1912, se tornou um protetorado francês; e na Tunísia, um Residente-Geral francês supervisionava o sultão e seu governo. A França iniciou a conquista da Argélia em 1830, e em 1940 o país tornou-se parte oficial da França, administrada primariamente por um governador-geral.
A Guerra no Norte da África era quase totalmente uma campanha dos italianos, o que aborrecia muito Hitler. Daí, a necessidade fez-se fato: fora criada, sob as ordens de Rommel, a Sétima Divisão de Panzers (A Divisão Fantasma). A Força destinada à África era conhecida como "Deutsche Afrika Korps". Muitos dos homens do Afrika Korps eram acostumados à guerra, porém, desconheciam o que estava por vir: o deserto.
Para irem ao deserto, os soldados precisavam passar por um exame, que daria a eles o título de Certificado Médico de Aptidão para Serviço Tropical, porém, com a alta demanda por soldados, quase todo mundo passou direto, sendo muitas vezes tal certificado abandonado. Os uniformes foram feitos de acordo com o clima, os tecidos eram mais duros que couro e mais resistentes ao calor; os calçados tiveram que suportar as quedas bruscas de temperatura à noite; as garrafas de água eram maiores, usava-se muito óculos escuros.
Muitos percalços houveram na guerra no deserto. Os lubrificantes das parafernálias, quando em contato com a areia, tornavam-se inúteis. A temperatura dentro do tanque certas vezes chegavam à 70º centígrados!!
Não era comum ver tanques abandonados... muitos tanques britânicos foram pintados com o símbolo nazista. Com a chegada dos norte-americanos em 1942, foram capturados muitos tanques alemães e caminhões, uma grande desvantagem. Esses abandonos deram origem aos "cemitérios de veículos", e por causa deles, muitas batalhas começaram a ser travadas.
Tunísia, 5 de janeiro de 19433: os Aliados dão início às operações anfíbias em áreas próximas à Sfax e atacam os alemães em Gafsa. No mesmo ano o "oitavo exército britânico" junto com forças norte-americanas imprensam as tropas alemãs lideradas por Erwin Rommel. Primeiramente, os Aliados foram derrotados, porém, como eram maiores em quantidade, avançaram novamente e em maio de 1943 a Sétima Divisão Britânica apoderaram-se de Túnis, capital da Tunísia e a Segunda Tropa do Exército Norte-americano tomou a última posse do Eixo: Bizerte.
O Norte da África foi dividido geograficamente por pressupostos imagéticos. Importaremos da nau do conhecimento o Forte dos países que o compõe. São eles: Saara Ocidental, Marrocos, Argélia, Líbia, Tunísia, Egito, Sudão, Eritréia, Etiópia, Somália, Quênia, Tanzânia, Uganda, Mauritânia, Mali, Níger, Cabo Verde, Senegal, Gana, Guiné Bissau, Serra Leoa, Libéria, Burkina Fasso, Benin, Togo, Nigéria, Gâmbia, Chade e Costa do Marfim.
Este blog foi montado por Haula Hamad, por Maylle Benício e por Nayanna Sabiá, graduandas em Relações Internacionais pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), como um projeto da disciplina de História das Relações Internacionais II, ministrada pelo professor Otávio Melo, objetivando melhor conhecer a história de uma África forte.